Haverá um lugar seguro neste mundo?

No dia 23 de Dezembro de 2014 recebemos a notícia, na madrugada anterior homens não identificados na cidade da Beira teriam arrombado uma casa e levado consigo uma menor de 4 anos, Maria[1]. Um mês depois, o caso continua em aberto! Noite de 28 de Janeiro de 2015, soubemos pelo jornal da noite da STV, uma menor de 6 anos foi violada e morta na mesma cidade! Perguntamo-nos incessantemente: Haverá um lugar seguro neste mundo? Quando o lar e a guarida dos pais deixam de ser o núcleo de descanço para uma criança, o que mais se pode esperar de uma sociedade?maria11

Assim como o caso de Maria, sentimos que tantos outros não passam despercebidos pela maioria. É flagrante que a violação sexual seguida de morte de menores, mulheres jovens e adultas caiu na banalidade do dia-a-dia. É mais uma notícia na página do jornal, é mais um episódio que agita o dia na penitenciária e a conversa no café.  Vira-se a página do jornal, chama-se o escrivão para anotar o caso, paga-se a conta no café, o dia continua!

Há ainda quem possa usar a velha desculpa: “… ah, as mulheres hoje em dia também exageram, com cada saia curta que usam pah!…”. Pois que dirão sobre a violação de menores? Supômos nós, outra desculpa aberrante: “Esses aí, só podem ser doentes!…”. NÃO, os doentes merecem a nossa compaixão, merecem ajuda médica e outros cuidados. Considerar doentes homens que violam sistematicamente menores de idade, longe de expressar repulsa serve de desfecho a conversa sem que haja espaço para argumentos, reflexão, indignação e acção! Criminosos cruéis é o que eles são, embora este termo nos dê neste instante a sensação de não cobrir a totalidade da barbaridade cometida.

 Não há meios de repôr uma vida, não há meios de acabar com a ausência e dor da familia. E assim, concluímos que não existem igualmente meios de puni-los à medida, mas, deixá-los a solta é garantir que esta história se repita infinitas vezes. Que atitudes concretas estão a ser levadas a cabo para parar com estes crimes?

O Movfemme em nome de todas as crianças, raparigas e mulheres  exige que a justiça seja feita!  Apelamos a quem de direito que conduza acções concretas no sentido localizar e punir os criminosos de acordo com a lei.

 Por Maria e todas nós, exigimos 24 horas de segurança onde o dia e a noite nos pertença!

Seguiremos em Marcha até que a justiça seja feita!

[1] A família de Maria autoriza que o nome da menina seja a cara desta campanha para incentivar que o silêncio seja eliminado e se possa exigir justiça.

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